Assédio Moral no ambiente de trabalho, como saber identifica-lo

Primeiro vamos a uma breve consideração. O ambiente de trabalho é o lugar me que passamos aproximadamente 1/3 do dia, é nele que fazemos amigos e muitas vezes é lá que constituímos famílias, pois muitos relacionamentos surgem no local de trabalho, por isso, esse deve ser aquele lugar que você, além de trabalhar, deve gostar de frequentar, mas ser assediado nesse local, realmente é algo muito constrangedor.

A prática do assédio moral no trabalho é algo extremamente nocivo, não apenas para o funcionário, mas para a própria empresa, haja vista que tal prática contamina a produtividade laboral do colaborador, da equipe e até mesmo da empresa como um todo, já que metas fatalmente não serão atingidas.

Mas o que efetivamente é assédio moral no trabalho?

Imagine-se em seu ambiente de trabalho, e nele você vivencia uma conduta de seu empregador, podendo ser essa conduta comissiva, que é quando ele pratica um ato, ou omissiva, que é quando ele se omite em fazer algo, no ambiente de trabalho ou em razão dele, que interfira negativamente na sua intimidade, em sua vida privada ou a hora e a sua imagem, isso é o assédio moral.

O assédio moral no ambiente de trabalho é algo degradante, para o funcionário que é a vítima direta dessa prática torpe, bem como para o ambiente de trabalho como um todo, já que isso interfere nas relações afetivas e sociais do empregado., causando não apenas dano a sua saúde física, mas por vezes a mental também.

Então, de forma mais formal, o assédio moral configura-se a exposição de alguém a situações constrangedoras e humilhantes, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho, ou em razão desta, e no exercício de suas funções.

Dentre as hipóteses que se caracterizam por serem atos de assédio moral no ambiente do trabalho, podemos destacar algumas, disfarçadas de brincadeiras, incentivos, ameaças e proibições. Tais atitudes do empregador por vezes fazem com que o empregado geralmente desista do emprego, pedindo sua demissão.

Porém, é importante frisar que não podemos confundir assédio moral com as exigências do poder diretivo da empresa. No mercado de trabalho as empresas irão exigir do empregado que este atue com diligência, produtividade, afinco, honestidade e que, principalmente, gere resultados para a empresa, por isso é muito importante salientar a necessidade de saber separa a conduta comum de exigir a realização de um trabalho, com a conduta de usar de expedientes vexatórios.

O assédio moral não é praticado apenas pelo empregador, mas pelos superiores hierárquicos também, mas há também aquele assédio que é cometido pelos outros colegas de trabalho e nesse ponto é fundamental que o empregador que se sinta vítima de assédio comunique o mais rápido possível seus superiores, para que eles tomem as devidas atitudes com relação a eles.

Mas de rigor, podemos citar alguns casos mais comuns de assédio moral no ambiente do trabalho

  • Rigor excessivo e colocação de metas inatingíveis;
  • Tratamento através de apelidos e outros nomes pejorativos;
  • Brincadeiras em relação à fisionomia ou outro aspecto físico ou intelectual do empregado;
  • Chamar a atenção do empregado de forma humilhante, na frente dos outros colegas de trabalho;
  • Tratamento humilhante ou vexatório para com o empregado;
  • Proibição de usar o banheiro;
  • Perseguição no ambiente de trabalho;
  • E qualquer ação ou omissão do empregador que resulte em ofensa à dignidade, honra, imagem, vida privada e intimidade do empregado.

O que fazer caso você esteja sofrendo assédio?

Comunique rapidamente seu superior, até que tal comunicação chegue as pessoas hierarquicamente superiores, para que seja cessado o assédio, porém, caso não chegue ao fim, já que a pessoa que o assedia pode ser o próprio dono da empresa, você poderá requerer do Poder Judiciário a rescisão indireta, para que seus direitos possam ser assegurados.

Mas é importante que tais comunicações sejam feitas por escrito, para que assim você tenha as devidas provas que fez de tudo para que prática, ou omissão, tivesse um fim.

Rodrigo Alexandre de Oliveira, é acadêmico do sétimo período em Ciências Jurídicas pela Universidade Brasil, Campus Descalvado, é Jornalista (MTB 60.518/SP), Contador (CRC SP 332.358) e Analista Programador.

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